quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Link para o vídeo da COCA

A ARTE DE ENCANTAR O JOVEM - Coca-cola patrocina línguas

Que os jovens são um target fortíssimo para os profissionais de marketing isto ninguém duvida.

Na busca por marcar, dessa vez literalmente, sua marca na mente das pessoas (top of mind e top of heart) a coca zero resolveu patrocianar as línguas de seus usuários.

Vejam mais aí

Um forte abraço




Exame 16/10/2008
REF: Estratégia de Marketing - Pesquisa de Marketing - Buzz Markeitng

As empresas descobrem o potencial dos jovens brasileiros, um grupo de consumidores fanáticos por novidades, com alto poder de influenciar as decisões das outras gerações - e difícil de entender

por Daniel Hessel Teich



No site de compartilhamento de vídeos YouTube, a combinação das palavras "língua" e "patrocinada" funciona como uma senha para um vídeo que pode chocar alguns e divertir outros. O filme, de pouco mais de 1 minuto, mostra em detalhes a língua de um rapaz sendo perfurada para a colocação de um piercing em uma clínica em São Paulo. A diferença do vídeo para os outros que seguem o mesmo gênero (são dezenas deles, como pode ser observado na barra lateral do site) está no piercing, exibido em close ao fim do filme. A peça traz a inscrição Coca-Cola Zero e é a mais radical ação de marketing já feita no Brasil pela centenária Coca-Cola Company, que opera há 60 anos no país. O filme é parte de uma campanha para promover o caçula dos refrigerantes da família Coca-Cola entre os consumidores jovens (aqueles que costumam se divertir com esse tipo de cena).

Entre fevereiro e março deste ano, a Coca-Cola patrocinou a colocação de piercings na língua de 280 jovens em clínicas especializadas de quatro capitais brasileiras. E a condição para ganhar o piercing gratuitamente - uma aplicação custa em média 100 reais - era posar com a peça para uma foto, que seria postada em sites de compartilhamento de imagens, como Flickr e Picasa. "Queríamos fazer uma campanha que tivesse a cara do jovem, que fizesse ele se apaixonar por nossa marca", diz Ricardo Fort, diretor de marketing da Coca-Cola. As campanhas de marketing da Coca-Cola Zero transformaram-se numa espécie de laboratório para novas abordagens e novos formatos de comunicação de todo o grupo - e refletem, de fato, o quanto é importante para uma grande empresa conseguir falar ao público jovem, formado por consumidores de até 25 anos. Atualmente, todas as marcas da gigante americana no Brasil passam por um processo de rejuvenescimento, a começar pela própria marca-mãe. No início do ano, modelos irromperam em meio à semana de moda do Rio de Janeiro exibindo roupas da grife Coca-Cola Clothing. Meses depois, a companhia lançou uma irreverente disputa na internet entre o craque argentino Maradona e o ex-jogador do Corinthians Biro Biro. Nos Estados Unidos, não é diferente.

Durante todo o ano, o grupo com sede em Atlanta inundou sites como o YouTube com vídeos como a superprodução A Fábrica da Alegria, animação com qualidade de cinema, e um comercial inspirado por um dos videogames mais populares do mundo, o Grand Theft Auto (GTA). Se você não sabe o que é Grand Theft Auto ou A Fábrica da Alegria, não se assuste. Todas essas ações foram pensadas para um público entre 15 e 20 anos de idade e são resultado de uma série de mudanças na estrutura de marketing da companhia iniciadas em 2006. "A Coca-Cola precisava pensar com a cabeça do consumidor", diz Luciana Feres, diretora da área de execução de marketing da empresa.

Considerada a marca mais valiosa do planeta, a Coca-Cola tornou-se ao longo de décadas um ícone de juventude. Sua imagem remetia a uma espécie de rebeldia comportada, cenas de esportes radicais e shows de rock, situações diretamente associadas ao estilo de vida do jovem. Nos últimos anos, porém, essa intimidade arrefeceu, e mesmo os leigos em marketing percebem que empresas como Google e Apple estão muito mais conectadas com a nova geração de consumidores. Na Europa e nos Estados Unidos, a Coca-Cola e outros refrigerantes tradicionais vêm enfrentando enorme resistência entre os mais jovens, basicamente porque são identificados com um estilo de vida pouco saudável.

No mercado americano, as vendas de refrigerante chegaram a cair 2,5% no ano passado. No Brasil, assim como em outros mercados emergentes, os números ainda são muito confortáveis. Líder absoluta no segmento de refrigerantes, com 56% de participação, a Coca-Cola registrou crescimento de 16% no ano passado. Mas a empresa já teve sinais claros de que precisa reativar a velha ligação com o público jovem se quiser manter essa performance. Há dois anos, a Coca-Cola sofreu no Brasil um duro golpe com o lançamento da H2OH!, refrigerante sem açúcar e com menos gás na fórmula, feito em parceria entre a Pepsi e a AmBev, que se transformou em uma febre. A AmBev, por sinal, tem uma agressiva estratégia de marketing para seus refrigerantes, que inclui shows e eventos como o Guaraná Antarctica Street Festival, encontro que reúne shows de rock e demonstrações de skatistas. "Para a Coca, rejuvenescer tornou-se uma questão crucial", diz Marcos Calliari, sócio da agência Namosca, especializada em marketing para universitários. "Com as campanhas da Coca Zero, eles parecem ter encontrado um bom caminho." Nascidos para gastar A situação da Coca-Cola ajuda a ilustrar um desafio comum às corporações de todo o planeta. Ao mesmo tempo que reconhecem a importância dos jovens para o mercado de consumo, poucas sabem, ao certo, como conquistá-los.

Só nos Estados Unidos, os consumidores entre 12 e 19 anos movimentam anualmente 180 bilhões de dólares em um amplo leque de produtos e serviços. No Brasil, os números são bem mais modestos, mas não menos relevantes. Um estudo inédito realizado pela consultoria Research International aponta que, apenas nessa faixa etária, existe um universo de consumo da ordem de 31 bilhões de reais por ano. O estudo, batizado de TRU, acrônimo de Teenage Research Unlimited, mostra em detalhes como e quanto os jovens brasileiros gastam em itens como diversão, refeições e pequenas compras (veja quadro na página anterior). De acordo com o levantamento, esses adolescentes são profundamente ligados em artigos eletrônicos, moda e produtos de higiene e beleza. E, nessa faixa, boa parte do consumo é financiada pelo "paitrocínio" - mais de 60% dos gastos são bancados pelo pai ou pela mãe do entrevistado. "O mercado jovem é provavelmente a mais promissora fronteira para as empresas desde o surgimento do consumo da baixa renda, nos anos 90", diz Felipe Mendes, presidente da Research International no Brasil. "Mas vender para jovens é tarefa tão ou mais complexa do que vender para as classes C e D."

Geração digital



Os problemas começam quando se tenta adivinhar o que o jovem quer e como fazer para atrair sua atenção. Um dos motivos é a diversidade dessa categoria. Trata-se de um segmento muito amplo, que inclui desde adolescentes recém-saídos da infância até jovens universitários. No Brasil, estamos falando de uma massa de quase 45 milhões de consumidores com gostos, desejos e padrões de comportamento muito diferentes entre si. Quem aposta, por exemplo, na imagem do jovem rebelde e contestador, ávido por se livrar do jugo paterno, pode ter surpresas desagradáveis quando se analisa o universo adolescente. Segundo o estudo TRU, para 89% dos jovens pesquisados, os pais são as pessoas mais importantes nas decisões sobre o futuro. Por outro lado, quem aposta em celebridades para cativar jovens também corre o risco de errar. De acordo com a pesquisa sobre o tema, cerca de metade dos jovens entre 12 e 19 anos não tem admiração por nenhum astro ou estrela do mundo pop. "Além das dificuldades em definir esse universo, você precisa inovar sempre", diz Celso Loducca, sócio e presidente da agência de publicidade Loducca. "Dois anos depois de uma estratégia bem-sucedida, muitas vezes é preciso trocar tudo de novo. Caso contrário, o jovem se cansa." Hoje, os melhores exemplos de empresas que se comunicam bem com essa turma vêm daquelas que sabem aproveitar o potencial da internet. E existe uma razão muito simples para isso: é lá que os jovens estão. Uma pesquisa divulgada em setembro pela MTV, realizada com 2 579 pessoas com idade entre 15 e 30 anos, dá uma boa dimensão disso. Em apenas três anos, o percentual de jovens que acessam a internet aumentou de 66% para 86%. Cerca de oito em cada dez desses jovens acessam a internet todos os dias, principalmente sites de relacionamento, como o Orkut, e programas de mensagens instantâneas.

Com base nisso, desde 2004 a Fiat tem utilizado a internet para se comunicar com esse público. Apenas para o lançamento do Fiat Punto, a empresa criou cerca de 300 peças diferentes de divulgação online, entre filmes, jogos, blogs e sites de relacionamento. Evidentemente, o jovem não é o segmento que mais compra automóvel no Brasil, mas, segundo pesquisa feita pela própria Fiat, 80% das compras de um novo carro são decididas em família - e a opinião dos filhos é fundamental nesse processo. "Os pais dificilmente compram um carro que não agrade aos filhos", diz João Batista Ciaco, diretor de marketing da montadora. Existe, porém, uma diferença crucial entre reconhecer a importância de uma estratégia digital de comunicação e fazer isso bem-feito.

Para cativar os jovens na internet, é preciso conhecer linguagens e recursos específicos que vão além da simples adaptação de um anúncio de TV ao YouTube. E há o outro lado de toda essa história: a armadilha de marketing em que a combinação de jovens com internet pode se transformar. "O acesso à tecnologia e às redes de relacionamento transformou o jovem em um consumidor militante, que não hesita em atacar empresas e marcas caso se sinta prejudicado ou enganado", diz Raquel Siqueira, diretora especializada em tendências de consumo do instituto de pesquisas Ipsos. No início deste ano, a americana Nike se envolveu em um episódio constrangedor. A maior fabricante de artigos esportivos do mundo contratou uma agência de marketing de guerrilha para divulgar um site em homenagem ao jogador Ronaldo - garoto-propaganda da marca - logo depois de ele ter sido operado do joelho, em fevereiro. Um funcionário da agência enviou uma carta a um grupo de blogueiros pedindo a divulgação do site e em troca a empresa estudaria a possibilidade de realizar "parcerias futuras". O funcionário sugeria até mesmo um modelo de texto laudatório a ser usado como inspiração. Um dos blogueiros, ofendido com a proposta, postou a carta na íntegra, acusou a Nike de tentar comprá-lo e provocou uma reação de fúria na internet. A Riot, agência responsável pela estratégia, anunciou em uma nota oficial que o funcionário agira por conta própria, sem o conhecimento da agência e da Nike, e que ele já havia sido demitido. O problema é que, naquele ponto, o estrago na imagem da Nike já estava feito.

Além de estar interessadas no alto potencial de consumo e no poder de influência sobre as decisões da família, muitas empresas hoje desenvolvem produtos específicos para jovens por uma razão bem prosaica: garantir o consumidor de amanhã. É o caso da anglo-holandesa Unilever, que, desde 2005, tem apostado em lançamentos de produtos de higiene pessoal voltados especificamente para adolescentes. O mais recente é uma linha de xampus da marca Seda, chamada Seda Teens, que chegou ao mercado em novembro do ano passado e hoje já tem 1% do mercado total de xampus no Brasil. Voltados para jovens consumidoras com idade entre 12 e 17 anos, os xampus e os cremes de tratamento vão além de simples variações de rótulo - as fórmulas e as embalagens foram desenvolvidas especificamente para esse público. "É justamente na adolescência que as meninas começam a escolher seus cosméticos", diz Paula Lopes, gerente de marketing da marca Seda. "Uma vez consumidoras da linha, é natural que elas continuem com a marca no futuro."

Estratégia semelhante foi adotada pela Sadia com os produtos da linha Hot Pocket, de lanches prontos para ser aquecidos no microondas. A empresa criou uma área específica em seu centro de desenvolvimento de novos produtos para atender à linha e usou uma pesquisa de opinião entre jovens para entender os gostos do novo consumidor. "Todos os produtos da Sadia são voltados para um único consumidor: a mãe. Com o Hot Pocket é diferente. Falamos agora direto com os filhos", diz Eduardo Bernstein, diretor de marketing da empresa. Um dos aspectos mais fascinantes da cultura jovem, daí sua importância para todo tipo de empresa, é a capacidade de influenciar comportamentos e atitudes de outras gerações.

O instituto de pesquisas europeu Knowledge Exchange, ligado à agência de publicidade Euro RSCG, aponta a existência de um fenômeno chamado blur generation, ou geração borrão, em que padrões de comportamento antes típicos dos jovens podem ser observados em faixas etárias superiores - os mais velhos sentem-se mais jovens física e emocionalmente do que a idade cronológica que de fato têm. "Na verdade, todo mundo quer ser jovem", diz César Ortiz, diretor de inteligência de mercado da agência de publicidade Young & Rubicam. "E produtos que fazem sucesso entre os jovens têm enorme chance de agradar aos demais."

Recentemente, a agência apostou na estética jovem para fazer um comercial institucional da fabricante de pneus Goodyear que mistura técnicas de graffiti com animação. "A idéia não é vender apenas pneus para jovens, mas sim se apropriar de elementos que injetam juventude na marca e atraem a simpatia de qualquer faixa etária", diz Ortiz. Esse raciocínio justifica o porquê de produtos inicialmente adotados por jovens se tornarem de apelo irresistível para outros grupos etários e funcionarem como um poderoso motor para as grandes corporações. Na década de 80, o Walkman, um rádio e toca-fitas portátil com fones de ouvido criado pelo fundador e presidente da Sony, Akio Morita, transformou a empresa em ícone global.

Mais recentemente, a Apple tornou-se uma das marcas mais desejadas do mundo a partir de outro aparelho de música portátil, o iPod, que gerou uma poderosa linha de derivados, entre eles o iPhone. Negócios perigosamente à beira do abismo, como os que giravam em torno dos heróis de histórias em quadrinhos da Marvel, renasceram e ganharam nova estatura a partir de uma série de filmes e plataformas multimídia baseadas em jogos e internet, que, além da audiência adolescente, hoje cativam admiradores de todas as idades. Da mesma forma, a fabricante de consoles de videogame Nintendo voltou a brilhar, depois de quase ser massacrada pelos jogos online, com o lançamento do Wii, um jogo interativo em que toda a família se diverte. Parece que o escritor e pensador francês André Malraux tinha razão quando disse, em meados do século passado, que a juventude é uma religião a que todos acabam se convertendo. Até mesmo as empresas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Diretor de Marketing pode receber R$ 1 milhão por ano

Um Diretor de Marketing pode receber de R$ 168 mil a R$ 600 mil por ano no Brasil. Isso, sem contar os bônus, como participação nos lucros da empresa e salários extras por metas alcançadas. Com companhias pagando até 20 salários como recompensa, ou sete a mais, este valor pode chegar a R$ 1 milhão.

Este é um mundo para poucos profissionais, com mais de 15 anos de carreira e empregados em grandes empresas, mas é real, segundo pesquisa realizada pela Robert Half com 1.500 profissionais de Marketing. O estudo obtido com exclusividade pelo Mundo do Marketing mostra também que um profissional em início de carreira recebe, em média, a metade do salário de quem é mais experiente.

Substituir um profissional sênior por um junior, portanto, é uma questão que tem a ver com custo. “Certamente o sênior custa mais caro, mas ele traz mais experiência e pode ajudar na operação. O problema é que as empresas não têm como pagar tantos profissionais sêniors. Elas acabam promovendo profissionais que às vezes não estão preparados para assumir certos cargos”, aponta Adriana Cambiaghi, especialista em recrutamento da Robert Half.

Menos salário fixo, mais bônus
Para não onerar a folha de pagamento, as empresas optam por fazer menos reajuste nos salários fixos e aumentam o número de bonificações por resultado. De acordo com um estudo feito pela consultoria Hay Group, os bônus podem chegar a 56% do salário base, que incluem até distribuição de opções de ações das companhias. “Cada vez mais os salários variáveis são maiores”, ratifica Adriana.

O pacote de remuneração desses executivos, entretanto, nem sempre é tão vantajoso assim. “Existe um número cada vez maior de profissionais que reclamam que as empresas fazem reestruturação achatando salários”, aponta a especialista da Robert Half. Este foi um dos motivadores da pesquisa, que serve como um balizador para os profissionais e para as empresas da média salarial do mercado.

O levantamento feito Robert Half mostra ainda que as empresas de pequeno e médio porte estão com maior demanda por profissionais de Marketing. Entre as funções que mais se destacaram, agora entre as grandes companhias, neste primeiro guia desenvolvido pela consultoria está a de Trade Marketing. Um Gerente de Trade Marketing recebe um salário fixo equivalente a um Gerente de Marketing, entre R$ 10 e 25 mil por mês, dependendo da experiência e do tamanho da empresa.

Veja o Guia Salarial de Marketing e Vendas completo a seguir e baixe aqui.



Para ver a peaquisa completa acesse

O QUE ACONTECE COM OS MARQUETEIROS?

Até onde vai o papel do marqueteiro? ( ou marquetólogo, profissional de marketing qualquer coisa dessas para os mais frescos rsrs)

Onde começa a melhor estratégia e termina a equívocada?

São perguntas assim que fazem os profissionais tremerem.

Eu, particulamente, tenho um grande apreço pelo mkt político, pois vejo neste a grande dificuldade da venda desta imagem, pois vender uma geladeira ou um fogão pode até ser difícil, mas "vender" uma pessoa, ainda mais um político, nada contra, mais trata-se de uma categoria extremamente desacreditada em nosso país, com certeza não é exatamente como fazer um pique-nique no parque num domingo, na verdade está mais para se rastejar num campo-minado do Iraque.

Com certeza, e levando em consideração o tempo restrito existente, este profissional, o marqueteiro, deve possuir acima de tudo uma grande capacidade de compreênsão do comportamento humano, e principalmente da sociedade em que seu candidato irá se candidatar. Pois um erro pode, e provavelmente irá, fazer com que seu candidato e sua candidatura vão pelo ralo.

Abaixo veremos o quanto é importante essa compreênsão da sociedade, essa sensibilidade mais aguçada.

Um forte abraço



Isto É 26/10/2008
REF: Marketing Político

Com a ascensão da baixaria na campanha eleitoral, muitos publicitários perderam os postos, como se fossem técnicos de futebol

por Rudolfo Lago e Alan Rodrigues



DISCRETO González (à esq.) só ficou nos bastidores e permitu que o candidato Kassab se expusesse MEA-CULPA Santana assumiu erro na campanha de Marta Suplicy

ESTRATÉGIA Em Belo Horizonte, Silvana abriu mão da tecnologia
Em 1998, durante a campanha de reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, o publicitário Nizan Guanaes costumava se comparar a um cirurgião plástico que precisaria fazer retoques no rosto de Cindy Crawford. Se tudo desse certo, poucos reconheceriam seus méritos e o sucesso seria creditado à natureza que propiciou um rosto lindo à atriz. Se desse errado, entraria para a história como vilão, responsável por macular a beleza da musa hollywoodiana. Mas hoje, com a ascensão das baixarias nas disputas eleitorais, os marque teiros estão jogando para a galera e parecem mais próximos aos técnicos de futebol do que aos grandes cirurgiões. E, como os treinadores, são os primeiros a pagar o pato quando as coisas não caminham bem. “Na próxima eleição, vou incluir um adicional de culpa”, comenta Augusto Fonseca, marqueteiro afastado da campanha da petista Maria do Rosário, na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre. Fonseca, um dos responsáveis pela vitoriosa campanha de FHC em 1994, sofria pressões para que a campanha de Maria do Rosário fosse mais agressiva.


Em Belo Horizonte, os dois candidatos que disputaram o segundo turno trocaram de técnico no meio do jogo. O argentino Guillermo Raffo, responsável pela vitoriosa campanha do prefeito Fernando Pimentel em 2004, foi o escolhido para comandar a propaganda de Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo governador Aécio Neves e pelo prefeito petista. Foi trocado por Duda Mendonça tão logo se encerrou o primeiro turno. Raffo não permitiu que Lacerda participasse de debates, tanto os de tevê como os menores, em faculdades e sindicatos. Resultado: o afilhado de Aécio e de Pimentel foi obrigado a disputar o segundo turno em uma eleição em que era favorito para liquidar a disputa em 5 de outubro. Com a chegada de Duda, o candidato começou a participar de debates e os padrinhos foram postos em segundo plano.



Segundo o diretor do Instituto Sensus, Américo Antunes, oito em cada dez eleitores definiram os seus votos após assistir a algum tipo de debate entre os candidatos. Pelo visto, o argentino Raffo não conhecia o estudo do Sensus.

Leonardo Quintão, o candidato do PMDB em Belo Horizonte, trocou o publicitário Cacá Souza depois de seu sexto programa de tevê. Veio para a equipe a marqueteira Silvana Machado, que colocou um banquinho e o forte sotaque mineiro do candidato no lugar dos efeitos tecnológicos. “O marketing não pode estar acima do candidato”, considera Silvana. “A tendência atual é que o marqueteiro apareça menos que o candidato”, avalia Fonseca.

Em São Paulo, Geraldo Alckmin trocou Lucas Pacheco por Raul Cruz Lima, mas não adiantou. O publicitário Luiz González pouco apareceu na campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Mas não foi o que aconteceu com João Santana na equipe de Marta Suplicy. Ele não perdeu o posto, mas foi obrigado a assumir publicamente um dos maiores erros da campanha. Uma peça publicitária que questionava aspectos pessoais da vida de Kassab teve péssima repercussão e Marta foi tachada de preconceituosa. A candidata esquivou- se da responsabilidade. “A Marta não sabia. Eu tinha liberdade para tomar a decisão e não previ a reação que o comercial provocaria”, disse Santana.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

SCHIN REFRIGERANTES LANÇA PROMOÇÃO COM LUCIANO HUCK E ROGÉRIO CENI

A linha Schin Refrigerantes lança a promoção “Toda família tem Schin”, alinhada ao novo posicionamento da marca que passa a se comunicar com a família brasileira com uma linguagem bem humorada.




“Depois do sucesso com a Caçada Premiada, promoção realizada no ano passado, vamos repetir a fórmula esse ano, mas agora num quiz para envolver a família. A grande novidade é a participação do goleiro Rogério Ceni em toda a comunicação da promoção. Ao lado do Luciano Huck, eles farão uma brincadeira sobre o grau de parentesco”, diz Marcel Sacco, diretor de marketing do Grupo Schincariol.



A promoção “Toda família tem Schin” oferecerá aos consumidores 1.840 IPod´s, 12 computadores e 12 Nintendos Wii, além do grande prêmio: uma casa com carro na garagem.



Para participar basta enviar o código promocional impresso nas latas ou embalagens pet 2L de Schin Refrigerantes via SMS ou pelo site www.schinrefrigerante.com.br e responder à pergunta: “Qual o refrigerante que dá prêmios para toda a família?”. Quanto mais códigos o consumidor enviar, mais serão as chances de ganhar.



Além dos 1.864 prêmios, quatro pessoas, cada uma com três integrantes da família, serão sorteadas para disputar uma prova final no programa Caldeirão do Huck. O grupo vencedor ganhará uma casa no valor de R$ 100 mil com um carro na garagem.



A Mood, agência especializada em ativação de marcas, é a responsável pela criação, mecânica e desenvolvimento operacional da promoção.



Campanha



Para anunciar a nova promoção a linha Schin Refrigerantes estréia uma campanha para televisão com o apresentador Luciano Huck e o jogador Rogério Ceni.



O filme mostra o apresentador caminhando por um labirinto para mostrar ao consumidor como participar da promoção e os diversos prêmios que ele pode concorrer. Após percorrer diversos corredores, Luciano se depara com o Rogério Ceni que, numa reação inusitada, abraça-o dizendo “meu irmão,...!!!”. Os dois também estarão presentes na mídia impressa, materiais de PDV e internet.



Schin Refrigerantes



A linha Schin Refrigerantes dispõe de produtos desenvolvidos a partir dos sabores Guaraná (regular e zero), Limão, Cola (regular e zero), Cola com Limão, Laranja, Uva e Citrus (mix de limão, laranja e maçã). Os produtos estão disponíveis em embalagens pet de 500ml, 1 litro, 2 litros e lata de 350ml.



Para quem se preocupa com a saúde e o bem-estar, a versão zero para os sabores Guaraná e Cola reúne sabor e refrescância, sem calorias.

Para o cliente ... toda a comodidade

Até que ponto podemos chegar para fidelizarmos um cliente!?

Mais uma vez entramos neste debate infindável ( o dilema do biscoito)

Certeza apenas temos que, com o mercado tão competittivo que possuímos, ações criativas ocorrendo a todo momento, crise mundial, possível recessão nos EUA, vemos o mercado interno como a maior solução, ao menos imendiata, para nossos problemas.

Visando esta fidelização dos clientes, que a BRASTEMP e a rede de lojas FAST (São Paulo) fixaram uma parceria e lançam uma lista de presente excluvisa de produtos da BRASTEMP.



Agora, faz-se o questionamento

AONDE VAMOS PARAR ?????

e na verdade PARAR PRA QUÊ ?



Confira a matéria




SM cria publicação da Brastemp para noivos
30 de outubro de 2008

Ficar noivo nos tempos modernos não é nada fácil. Falta tempo para tudo. Na hora de fazer a lista de casamento, por exemplo, a dificuldade pode ser bem grande, já que muitas lojas não dispõem de todos os produtos que o casal deseja. Para facilitar a tarefa, a Brastemp, em parceria com a rede de lojas Fast Shop, lança a publicação "Minha lista de Casamento é assim... uma Brastemp" criada pela agência de marketing promocional SM Comunicação Fullbrain.


Recheada com informações sobre os produtos da linha Brastemp, a revista também traz curiosidades sobre casamento. A publicação é uma boa opção para que os noivos não percam tempo na hora de escolher seus presentes, e também possam conhecer melhor as capacidades e funções diferenciadas de cada eletrodoméstico. A revista começa a ser distribuída a partir do mês de novembro exclusivamente para os noivos que montarem sua lista de casamento nas lojas da rede Fast Shop da cidade de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. Jane Ciambeli, Marcio Franco, Andréia Lipsky e Eduardo Di Lascio assinam a criação da SM. O atendimento é feito por Daniela Rubini e Fabiana Martins.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cresce mercado de Solteiros

Será que as pessoas não mais pensam em constituir numerosas famílias!?

Pelo visto, a resporta para tal questionamento é um sonoro NÃO !!!

Eis aí então um mercado com grande potencial exploratório que surge no horizonte, o mercado do bonde do "EU SOZINHO".

E nós, profissionais de marketing, temos que começar a nos antenar mais nessa questão, pois como nesta matéria, abaixo apresentada pela revista PEGN, este ainda é, o que podemos chamar de uma "TERRA DE NIGUÉM", onde aqueles que conseguirem se adaptar, sim, esta é realmente a melhor palavra a ser empregada, pois estes consumidores possuem hábitos muito diferentes dos tradicionais consumidores "família" que conhecíamos,terão nas mãos uma fatia emergente do mercado, até porque tudo indica que este estilo de vida veio para ficar, e mais, para contaminar a muitos.

Um forte abraço









CRESCE O NÚMERO DE PESSOAS QUE MORAM SOZINHAS. O QUE ELAS QUEREM?


Pequenas Empresas & Grandes Negócios 05/10/2008
REF: Pesquisa de Marketing

Os consumidores independentes formam um filão atraente e crescente. Mas se você pensa em tê-los entre seus clientes, prepare-se: com hábitos muito próprios e personalidade pouco agregadora eles não são fáceis de serem fisgados

Por Katia Simões



Quando, em meados dos anos 90, a consultora de marketing americana Faith Popcorn apresentou ao mundo o conceito do encasulamento (cocooning, em inglês) para retratar a tendência do isolamento das pessoas nas metrópoles, muitos torceram o nariz e outros ignoraram a previsão. Segundo ela, o morador das grandes cidades passaria parte do seu tempo livre divertindo-se em casa. Fosse por temer a violência urbana ou por gostar da comodidade da vida moderna, ele daria preferência, por exemplo, a assistir um filme na TV ou no vídeo em vez de ir ao cinema. Ou fazer ginástica na própria esteira em lugar de ir à academia. A previsão de Popcorn confirmou-se mesmo em sociedades tipicamente familiares como as latinas e transformou-se no que os estudiosos do comportamento humano passaram a chamar de hiperindividualismo. Ao estudá-lo, percebe-se que o isolamento acontece até quando se anda na rua com o iPod plugado na orelha, uma tentativa de desligar -se do entorno e mergulhar numa diversão própria.

A tendência ao hiperindividualismo, consolidada em países como a Inglaterra, onde um terço das casas tem apenas um morador, e a França, em que 50% dos domicílios de Paris são habitados por uma só pessoa, já é realidade também por aqui. O número de brasileiros que moram sozinhos dobrou na última década e soma mais de 6 milhões de pessoas. A estimativa é que até 2016 chegue a 12 milhões de indivíduos, um exército três vezes maior que a população do Uruguai ou que a soma dos moradores da Dinamarca e do Paraguai. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,07% dos 54,6 milhões dos domicílios brasileiros registrados pelo censo de 2006 abrigavam apenas um morador. "Esse universo tende a crescer mais nos grandes centros urbanos, já que hoje os casamentos são menos duradouros, as famílias são menores e um número cada vez maior de pessoas prefere ter o próprio canto a ter que dividi-lo com a família ou com os amigos", afirma José Augusto Domingues, professor de comportamento do consumidor do curso de MBA da Escola Superior de Propaganda e Marketing. "Há também um aumento da expectativa de vida da população, o que faz ampliar esse bolo dos solitários com a participação da terceira idade." Na visão de Domingues, esse ainda é um movimento típico de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte, que oferecem serviços e produtos que facilitam a vida de quem vive sozinho. E é também um fenômeno das classes A e B, cujo nível cultural e econômico é mais alto.



Levantamento feito pelo Ibope Mídia apontou São Paulo como a cidade que mais abriga pessoas que moram sós no Brasil, o equivalente a 6% da população, num total de 720.000 domicílios. As mulheres são maioria: formam 53% do bloco do eu sozinho, enquanto os homens somam 48%, sendo os indivíduos entre 35 e 54 anos maioria (53%) entre os solitários paulistanos. E o que eles consomem? O levantamento do Ibope Mídia revela que 62% se dizem adeptos de marcas mais refinadas, 34% não escondem que freqüentemente compram produtos por impulso nos supermercados, 33% daqueles que têm mais de 20 anos concordam com a frase "eu só penso em trabalho", e 52% admitem que se preocupam muito consigo mesmos.

Se você pensa em ter a turma dos independentes entre seus clientes, prepare-se: com hábitos muito próprios e personalidade na maioria das vezes pouco agregadora, os singles, como são também chamados, não são fáceis de serem fisgados. Disposto a entender melhor quem é esse consumidor cuja força cresce a cada dia, o Instituto Marketing Analysis Brasil acaba de colocar no mercado um estudo fresquinho envolvendo oito das principais capitais do país. O resultado mostra que os independentes são consumidores mais exigentes, que buscam melhores preços e só concordam em adquirir itens mais caros se isso trouxer valores agregados como qualidade e durabilidade. "Eles ficam menos tempo em casa, por isso procuram produtos e serviços que facilitem a vida, que sejam duráveis, mais concentrados e em porções menores" diz Paloma Zimmer, analista da pesquisa. O estudo revelou, entre outras coisas, que os singles enxergam as compras como uma atividade de lazer (42%), costumam ir mais a bares e restaurantes que a média da população (42% contra 21%), assim como fazem suas refeições em redes de fast-food com muita freqüência (36%). São também bons compradores de bebidas alcoólicas (45%) e de doces e chocolates (66%), o que os faz responsáveis hoje por 40% do consumo de produtos embalados individualmente e preferem encontrar em um único endereço tudo o que procuram. Sem contar que os solitários navegam em média 54 minutos por dia na internet, contra os 34 minutos gastos pela maioria da população.



"Quem conseguir conquistar sua confiança terá uma estrada de boas oportunidades de ofertas de produtos e de serviços pela frente" afirma Eduardo Ayrosa, professor de comportamento do consumidor da Fundação Getulio Vargas-RJ. Para isso, é essencial não só conhecer seus hábitos de vida e de consumo, como suas necessidades no dia-a-dia, que esbarram em coisas simples, como a pouca flexibilidade de horário de alguns prestadores de serviço à mudança das porções de alimentos, bebidas e produtos de limpeza, ainda concebidos para uso familiar (leia mais no quadro Manual do independente).

Ao constatar que os singles eram ótimos clientes de suas lojas, principalmente os da terceira idade, a rede Villareal Supermercados, de São José dos Campos, interior de São Paulo, não dormiu no ponto. Há pouco mais de um ano vem trabalhando de olho nesse público e promoveu algumas mudanças no layout da loja e no mix de produtos. "O primeiro passo foi oferecer pães, doces, massas, molhos, frutas e verduras em porções menores, e o reposicionamento dessas ofertas em locais nobres" diz Flávio Almeida, sócio-diretor. "O resultado foi um aumento de 30% na venda dessas linhas." Em seguida, a rede ampliou o volume de itens com esse perfil, que hoje já soma mais de 250 produtos, e passou a fazer um cadastro mais completo desse público através do mailing de seu cartão-fldelidade. "Outro fator que chamou a nossa atenção foi a boa participação dos independentes nos cursos gratuitos oferecidos pelo Villareal, o que nos levou a pensar em temas mais específicos para as suas necessidades", afirma Almeida. O próximo passo, segundo o empresário, será investir em uma comunicação mais focada nas suas expectativas, algo que vá além da inclusão de produtos no catálogo de promoção da loja. Visando atrair cada vez mais esse consumidor, a próxima loja a ser inaugurada pela bandeira abrigará uma cafeteria, para funcionar como ponto de encontro de solitários dispostos a jogar conversa fora. "A idéia é vender produtos, serviços e comodidade", diz Almeida.



Foi apoiada nesse tripé que a Enoteca Decanter, de Belo Horizonte, há um ano negociou com seus fornecedores estrangeiros a entrega de vinhos em meia garrafa, uma demanda da própria clientela. Hoje são 30 variedades, entre tintos, brancos e de sobremesa que já chamam a atenção nas prateleiras em razão da boa variedade da procedência. São rótulos chilenos, argentinos, italianos, uruguaios, franceses, portugueses e espanhóis, com preços 50% menores que nas embalagens convencionais. "Fomos pioneiros na comercialização de meia garrafa e a iniciativa já responde por 15% do volume de vendas, com tendência a crescer, pois o número de pessoas que moram sozinhas aumenta a cada dia", diz o enólogo Lisandro Vieira. "Para atrair ainda mais esse público, nos transformamos numa loja de vinhos com enogastronomia, o que facilita a degustação da bebida dentro da enoteca."

Sem fazer um estudo mais profundo, apenas ouvindo um pouco mais a própria clientela, o Pet Center Marginal, com lojas em São Paulo, passou em 2003 a funcionar na madrugada justamente para atender melhor quem vive só. "São pessoas com horários e hábitos diferentes, que permanecem menos tempo dentro da loja, mas sabem exatamente o que procuram e exigem um padrão de atendimento e qualidade acima da média da maioria dos clientes", diz Eugenia Fonseca, responsável pela área de marketing. Para 2009, a rede pretende lançar um serviço especial para facilitar a vida desse público. Trata-se do Day Care, uma espécie de creche para animais, que poderão ser deixados ali por algumas horas do dia, com espaço de convivência e sociabilização para pets, área de exercícios, um monitor para entretenimento e adestramento de comandos básicos, além de ofurô para banhos relaxantes ou estimulantes. O preço? "Semelhante ao cobrado pelas creches infantis, na faixa dos R$ 700 por mês", afirma Eugenia.

Na opinião da consultora Katia Bello, sócia da Opus Design, empresa especializada em comunicação estratégica de varejo, todos os ramos podem ter os singles como clientes potenciais, basta avaliar com atenção suas necessidades e oferecer-lhes as melhores condições de compra, sejam elas dentro ou fora da loja. Todavia, quem tira mais proveito desse grupo são os setores de serviço e entretenimento. Nos Estados Unidos, onde em 30 anos o número de pessoas que moram sozinhas aumentou 50%, os singles movimentam US$ 80 milhões por ano. No Brasil não há estatísticas precisas. Estimativas da Associação Brasileira de Agentes de Viagem (Abav) sinalizam que eles respondam por 30% das viagens de turismo realizadas no país; já o Sindicato de Lavanderias e Similares no Município de São Paulo (Sindilav) acredita que 20% dos serviços das lavanderias na cidade demandam dos singles. Uma fatia significativa, considerando-se que o setor movimenta no estado R$ 400 milhões por ano, segundo José Carlos Larocca, presidente da entidade.



Independentemente da área a ser explorada, a consultora Katia Bello reforça a necessidade de se conhecer melhor o grupo dos independentes. "O mercado ainda insiste em pensar que os desejos, carências e expectativas desse público são iguais e não percebe que esse grupo tem diversos subsegmentos de estilo de vida e perfis de comportamento e consumo", afirma. Evidentemente, um homem na faixa dos 40 que mora sozinho tem perfil completamente diferente de outro, na faixa dos 60, que também mora sozinho. E eles, claro, são diferentes das mulheres nas mesmas condições. E é a essas diferenças de comportamento que se deve ficar atento.

É o que vem fazendo a indústria da construção civil, que, de olho no bloco do eu sozinho bem abastado e já estabelecido, passou a conceber edifícios que atendam às suas necessidades e não mais às das famílias com filhos. Alguns prédios de um ou dois dormitórios lançados na cidade de São Paulo, por exemplo, já substituem o clássico playground por uma bem equipada sala de ginástica, e oferecem áreas de convivência para animais. Opções, cá pra nós, bem mais úteis para quem mora só e tem apenas um animal de estimação como companheiro.

Os especialistas afirmam, ainda, que é preciso praticar um preço justo e não inflacionar os custos só porque esse público tem mais renda para gastar com as próprias necessidades e desejos. Ê prática bastante comum no mercado de alimentos, por exemplo, cortar pela metade a quantidade oferecida na embalagem, mas reduzir apenas 25% do preço. "A maioria das empresas ainda não equacionou a questão da segmentação desse mercado, que está cada vez maior e mais complexo" diz o professor Ayrosa. "Ainda há uma percepção errada de que o single pode e deve pagar mais, o que torna grande parte desses produtos e serviços muito caros." Portanto, interessados em embarcar nessa tendência devem abrir os olhos e desenhar suas ofertas na medida certa, sem exagerar na dose e no preço, pois esse consumidor, que sabe exatamente o que quer, tende a responder por boa parte do mercado num futuro próximo.

MANUAL DO INDEPENDENTE



0 que fazer para conquistar a preferência da turma que não divide a casa com ninguém



· ADOTE uma comunicação segmentada, que fale diretamente a esse público, oferecendo-lhe serviços e produtos sob medida a preço justo

· TRABALHE com horários flexíveis. Atender fora do expediente comercial e nos fins de semana faz a diferença

· OFEREÇA serviço de delivery, princi­palmente em horários alternativos. Quanto menos tempo o cliente que vive sozinho perder, melhor

· ESCOLHA com qual subgrupo dos soli­tários você deseja trabalhar: o das pes­soas jovens ou o da terceira idade. Seus hábitos de consumo são bem diferentes, assim como a forma de conquistá-los. Os primeiros são mais fiéis a bens duráveis, têm menos tempo e valorizam a pratici-dade. Já os idosos se preocupam princi­palmente com o preço e a comodidade

· TENHA uma boa variedade de produtos na quantidade e nas dimensões certas. Evitar desperdício é o que eles mais querem

· APOSTE em meios não convencionais de marketing e valorize o tratamento personalizado. Vale oferecer tarifas especiais, promoções nas compras pela internet e setorizar parte da loja com produtos voltados a esse universo

· TREINE a equipe para que conheça produtos e serviços em profundidade e possa promover uma consultoria e não uma simples venda. Trata-se de um consumidor mais informado e exigente do que a média

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Marketing de Experiência !?

Até onde nós podemos ir ??? Esta é uma pergunta que digo que "o céu é o limite", pelo menos até antes do marketing da pizza hut mandar um foguete com pizzas para seus astronautas rsrsrs

Observamos cada vez mais a competitividade num mercado cercado de grandes players, não basta mais para as organizações oferecerem somente brindes e promoções a seus clientes ou seus colaboradores, pois esses "balangandans" facilmente podem ser vendidos ou trocados, o que acaba não "marcando", como era por objetivo, a vida daqueles que receberam tal premiação.

Neste contexto grandes organizações tem buscado oferecer algo que realmente marque a vida daquele que for beneficiado por tal "premiação".

E, no que compete tal segmento de marketing? Consiste em mudar definitivamente a experiência de compra deste cliente, que este, não somente sinta-se satisfeito por ter adiquirido tal produto, mas, que esta compra, e conseqüentemente sua marca sejam, sempre que lembradas pelo cliente, como algo de extremo apreço e satisfação.



Confiram nesta matéria publicada pelo site mundodomarketing.com.br

"É quase sempre a mesma coisa: todo ano há novas metas a serem alcançadas e uma campanha de incentivo é realizada para ajudar os profissionais a cumprirem a missão de aumentar o faturamento da empresa. Na hora de premiar, as companhias lançam mão dos mesmos recursos há anos – prêmios em dinheiro, produtos ou mais raramente, viagens.

Há pouco mais de dois anos, porém, vem crescendo o número de grandes e médias empresas que estão investindo no Marketing de Experiência para compor as ações de relacionamento, promoção e recompensa não só a funcionários, mas para clientes, parceiros e prospects. Bradesco, Itaú, Kopenhagen, UOL, SulAmérica, Credicard Citi e Gerdau são algumas das companhias que oferecem experiências.

A lista de ações é praticamente infinita. Pode-se fazer um passeio de balão, ter um chef em casa preparando um jantar, passar uma noite num castelo na Europa, voar de asa delta, tomar um banho de vinho, relaxar em qualquer SPA do mundo, pilotar um carro de Fórmula 1, ter aulas de circo, esquiar, entre muitos outros. Só em O Melhor da Vida, empresa especializada neste segmento, há mais de 1.500 opções de experiências.

Case de sucesso
Uma das ações Marketing de Experiência que ganhou destaque nacional foi a promoção Sonho Mágico da Kopenhagen. A marca está oferecendo um mergulho em Fernando de Noronha, um vôo num caça em Nova York, um passeio de balão no Vale do Loire, na França, experimentar gravidade Zero na Flórida, fazer um Safári na África do Sul, entre outros.

Para o consumidor, a sensação é de poder vivenciar momentos inesquecíveis. “Isso gera uma valor para a marca muito grande só pela repercussão que esta campanha tem”, afirma Daniel Nahas, sócio-diretor de O Melhor da Vida, que desenvolveu o catálogo de experiências para a Kopenhagen.

Associar uma marca a momentos de prazer, de entretenimento e de experiências inesquecíveis é o grande apelo do Marketing de Experiência. É uma tendência desenvolvida na Europa, EUA e Austrália. “Quando você dá um carro, a maioria vende para resgatar o valor do bem. Já uma experiência é inesquecível para as pessoas que ganham. O residual é muito maior”, ressalta Manoel Condado Junior, da agência Infiniti Incentive.

Experiências para todos
Todas as áreas precisam ter O Melhor da Vida, aponta Daniel Nahas. Uma recompensa pode ser feita para relacionamento e incentivo. Pode ser utilizado pelo RH, pelo Comercial e pelo Marketing. “Hoje não se vende apenas o produto. Caminhamos para uma experiência de compra. Os consumidores querem novidade. Isso faz diferencia para as pessoas”, diz Nahas.

Para quem trabalha neste segmento, o grande desafio é fazer o Marketing de Experiência entrar no planejamento das ações. “As campanhas já estão em andamento, com a mecânica definida e só depois algumas empresas pensam em oferecer o Marketing de Experiência e aí tem que se adequar. Quando consegue pegar o cliente no estágio do planejamento é melhor”, explica Condado Junior.

Com planejamento, as empresas podem desenvolver uma campanha de incentivo totalmente gerenciada, com resultados em tempo real. O próprio O Melhor da Vida dispõe de um software de gestão da campanha, com o cronograma, quem são os participantes, quem participou de terminada ação, a pontuação e quais foram as trocas por experiência.

Mais empresas investem
O Itaú é uma das empresas que está investindo neste tipo de Marketing. O banco fez uma pesquisa interna e, de acordo com a filosofia de incentivar as vendas com premiação, escolheu as experiências. “Dentre as opções de mercado de recompensa resolvemos fazer algo diferenciado. Se não fosse pela campanha de incentivo, dificilmente o colaborador teria acesso a uma experiência como um vôo de balão”, afirma Fernanda Bustamante, Gerente de Produtos de Ativos do Itaú.

A campanha mais recente do Itaú é direcionada à força de vendas para produtos de empréstimos para pessoa jurídica. É a primeira vez que este setor do banco tem este tipo de recompensa, normalmente atrelado a bônus em dinheiro. “As pessoas estão gostando porque não abrimos mão do bônus e todos estão super motivados em conquistar a premiação que desejam”, relata Fernanda em entrevista ao Mundo do Marketing.

A campanha começou agora em setembro. Um vídeo enviado por e-mail lançou o projeto e toda semana um E-mail Marketing é enviado para lembrar os colaboradores da ação. O banco vai fazer ainda demonstração com algumas premiações.


Na Intra Corretora de Valores as experiências estão dentro de um programa de fidelidade. “O objetivo é criar uma ação de fidelização com os clientes da Intra, uma corretora que se posiciona no investidor Premium, que busca atendimento especial e faz aporte todo mês”, comenta Fábio Cooke, Gerente de Marketing da empresa.

A cada real investindo, parte da corretagem vira pontos que podem ser trocados por experiências. Dos 25 mil clientes da Intra, 1.500 estão fazendo parte do programa que já tem um ano e meio. “Acreditamos que a experiência é uma excelente opção porque além de tangível é diferenciada. Com isso, fidelizamos o cliente”, conclui Cooke."

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Renovar é preciso !!!

Uma das maiores discussões existentes no mkt é justamente quando se é a hora de renovar.

Muitas empresas, várias líderes em seus segmentos por vários anos, vêm amargando consecutivos prejuízos, exemplos destes vemos em nossas faculdades quase que diariamente.

Mas e aí?! O que fazer quando algo já não é mais tâo lucrativo?!

É hora de RENOVAR .... ou de uma palavra que acho aainda mais adequada e a tenho como um inspiração de vida.

OUSADIA !!!


São estes exemplos, como caso que veremos a seguir, que mostram que sim, é possível, talvez de manira um pouco tardia, porém, possível.

Vamos discutir,o que vocês acham que poderia ter sido feito anteriormente para que a empresa não precisasse ter amargado tantos prejuízos, e como, nós profissionais de mkt, tocaríamos este novo processo.

Um forte abraço.









Tectoy diversifica portfólio para sair do vermelho




Por Guilherme Neto

Às vésperas de mais um aniversário, a Tectoy comemora a reviravolta da situação de quase falência enfrentada nos últimos anos. Alcançando faturamento de R$ 41,3 milhões em 2007, a empresa deve finalmente passar de fase e fechar o ano com patrimônio líquido positivo após mais de 10 anos.

Mas nem sempre foi assim. A Tectoy surgiu ainda no final da década de 1980, investindo em um ramo que começava a despontar no cenário mundial: os videogames. Naquela época, com a marca Tec Toy firmou uma parceria com uma das maiores empresas do Japão no ramo de videogame, a Sega.

Como representante oficial da companhia japonesa no Brasil, a Tectoy passou a fabricar com exclusividade os consoles da companhia parceira. Modernos para sua época, o Master System e Mega Drive foram sucesso de vendas em todo o mundo, inclusive no Brasil, principalmente por conta do personagem-mascote Sonic.

Marca investiu em jogos brasileiros

A boa aceitação do brasileiro abriu espaço para empresa investir na criação e adaptação de games, alguns deles utilizando personagens licenciados como Turma da Mônica e Chapolin Colorado. Esse bom resultado tornou a empresa referência no setor de videogames no mercado brasileiro.

A empresa também fez sucesso fabricando brinquedos eletrônicos, como a pistola baseada no desenho animado Zillion, sucesso na TV em 1988, ou o minicomputador de perguntas e respostas Pense Bem.

Fase difícil
Após essa boa fase, no entanto, a Tec Toy se viu em uma encruzilhada a partir da segunda metade da década de 1990: a Sega já não era mais a tão bem sucedida empresa de games de anteriormente. O Saturn e Dreamcast, consoles da companhia também fabricados no Brasil pela Tec Toy, não foram capazes de fazer frente aos novos videogames dos concorrentes, o que levou a empresa japonesa a desistir do ramo de consoles e focar apenas em jogos produzidos para videogames de marcas até então rivais.

Ao mesmo tempo, a questão da pirataria já era um mercado que despontava no Brasil e o Real encontrava-se desvalorizado em relação ao Dólar. O próprio mercado brasileiro de videogames não ajudava, devido a alta taxa de impostos e falta de incentivos oferecidos pelo governo federal para o desenvolvimento de games brasileiros.

Diversificação de produtos

Fatos como estes levaram a Tectoy a entrar em concordata em 1997 e amargar prejuízos anuais de mais de R$ 5 milhões. Para não enfrentar um GAME OVER, a empresa optou por investir em outros tipos de produtos eletrônicos, como DVD Players, e mais jogos licenciados, como o Show do Milhão – baseado no programa de TV do apresentador Silvio Santos - para Mega Drive. Isso possibilitou a empresa a sair do estado de concordata, no ano 2000.


A estratégia culminou em um plano de reposicionamento e revitalização da marca. Mesmo sem abandonar os games – que hoje representam cerca de 35% das vendas da empresa -, a marca investiu em uma linha de DVD Players e de TV Digital.

"Com os DVD Players, buscamos agregar valor com a inclusão de jogos e tapetes de dança, sem entrar na guerra dos preços de outras marcas", explica Vanessa Artea, Gerente de Marketing da marca, em entrevista ao Mundo do Marketing. Outros lançamentos são o boneco eletrônico Nabaztag e o MobTV, receptor USB de TV Digital em formato de pendrive para computadores.

Videogames voltado para as classes C e D

O atrativo do preço foi o artifício usado em outro produto: os consoles de videogame. Apesar de uma defasagem tecnológica de cerca de 20 anos e concorrendo nas gôndolas contra videogames com tecnologia muito superior, a empresa ainda é a única em todo mundo a fabricar e vender no varejo os consoles Master System e Mega Drive (foto).

Custando cerca de 20% do preço dos consoles mais atuais, os produtos são voltados para os públicos de baixa renda e vêm ainda com dezenas de jogos incluídos na memória, eliminando despesas posteriores com jogos. "O cartucho passa a idéia de um produto defasado", explica Vanessa. Outros atrativos são um design e embalagens atualizadas.

Sucesso com desenvolvimento de jogos para celular


Ainda no ramo de videogames, a empresa lançou a subsidiária Tectoy Mobile, desenvolvedora de games para celular. Atualmente, a companhia desponta como uma das maiores empresas do ramo no Brasil, focando em jogos voltados ao público jovem.

Além de representar a divisão da Sega para celulares, Sega Mobile, hoje a empresa trabalha adaptando jogos de diversas empresas estrangeiras como Taito e Bandai para os celulares disponíveis no mercado brasileiro, além de traduzir os games para o português.

"Nós também desenvolvemos jogos, através da Tectoy Digital. Já lançamos um jogo sobre o clube São Paulo (foto) e até o fim do ano lançaremos outro, coincidindo com o final do Campeonato Brasileiro. Estamos procurando desenvolver jogos com personagens licenciados também", adianta João Marcos Oliveira (foto), Gerente Geral da Tectoy Mobile.

Ponto-de-venda é foco nessa nova fase

Para atrair vendas, a Tectoy resolveu apostar no ponto-de-venda. Por conta disso, contratou todos os funcionários terceirizados responsáveis pela área de trade. Essa foi a forma encontrada pela empresa de engajar os colaboradores em sua função e inspirar mais confiança com as empresas varejistas, o que possibilitou a conquista de um aumento de 15% no número de revendedores no ano passado. "Além disso, começamos recentemente a padronizar as embalagens dos novos produtos, reforçando a marca Tectoy", conta a gerente de Marketing.

A partir daí, a empresa passou a investir freqüentemente em materiais de divulgação para PDV, além de ações de experimentação. A mais recente foi o espaço no Shopping Metrô Boulevard Tatuapé, em São Paulo, em parceria com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), no mês de agosto. A empresa disponibilizou os consoles da empresa para as crianças em um espaço de 110 m². “Lançamos no ano passado oito produtos, um recorde em comparação aos últimos anos. A empresa está inovando e crescendo bem nessa nova fase”, comemora Vanessa.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pra quem não quer só ligar

Mudanças, evoluções estão acontecendo a todo momento em nosso mundo, hoje temos visto a evolução do que antigamente podiamos chamar de TELEFONES CELULARES, temos à disposição atualmente verdadeiros MEGACOMPUTADORES multifuncionais.

E nessa mesma batida vêm crescendo os investimentos das organizações em mkt on-line, tá certo que ainda poderia se investir mais, porém as empresas mais antenadas já buscam utilizar este tipo de comunicação.

vejamos um pouco do que estas novas super-máquinas podem oferecer.

O NOVO MANUAL DO CELULAR
Época 11/07/2008
REF: Telefonia Móvel

Conheça alguns dos recursos que seu telefone ganha com a internet móvel de banda larga

por Renata Leal

O aparelho que você comprou é melhor do que você imagina. E seus poderes vão além do que oferecem os botões do menu. É isso que estão descobrindo milhões de usuários da tecnologia móvel. Cerca de 30% das pessoas ainda usam o celular só para falar. Não trocam nem uma mensagem de texto. Geralmente, são as pessoas que compram seu primeiro aparelho. Mas, à medida que os celulares ganham terreno e viram objeto do cotidiano, seus usos se multiplicam.

É isso que se vê em mercados mais maduros, como na Europa. Quase metade dos europeus troca arquivos de foto, música ou contatos por bluetooth. Metade também acessa a internet pelo telefone. Um terço baixa música ou grava vídeos com o celular. Isso é só o começo. A chegada da internet rápida vem criando outras combinações de funções.

São funções que você não vai encontrar no manual técnico de seu aparelho. Sua câmera, que apenas fotografava, hoje pode ser usada para transmitir um vídeo ao vivo direto para um canal na internet. As fotos feitas com essa mesma câmera podem ser transmitidas para a rede logo depois do clique. Com tudo isso, a internet móvel mudou o manual do celular. Aquele que veio com o aparelho pode ser aposentado. Leia a seguir as principais funções que os novos telefones podem desempenhar.


Celular + notebook = internet móvel

Desde que a terceira geração de celulares foi aprovada no Brasil, em dezembro de 2007, é possível navegar na internet móvel com velocidade de banda larga fixa. Os celulares deixaram os níveis de conexão discada para trás – principalmente nas grandes cidades. Algumas operadoras já oferecem pequenos aparelhos que podem ser acoplados ao notebook para dar acesso à rede. Mas existe outro jeito de ligar seu notebook à internet em qualquer lugar. Celulares com função de modem podem levar a internet para seu computador. Em geral, você só precisa ligar o cabo USB do celular ao notebook. As empresas de telefonia apostam na internet banda larga pelo celular para popularizar o acesso em muitas partes do país. Algumas regiões não dispõem de banda larga por cabo, mas podem usar o celular com essa função. A vantagem de usar o celular como modem é que você pode ter internet tanto no celular quanto no computador com o mesmo pacote de dados. Em alguns casos, o preço do plano com conexão ilimitada é equivalente na internet fixa (a cabo) e na de celular.

Celular + decodificador = tv

Além de usar seu celular para falar, ouvir música, tirar fotos e tudo mais, é possível, em alguns aparelhos, assistir ao capítulo da novela ou ao jogo de futebol de seu time. Isso porque desde o ano passado as emissoras enviam sinal digital de TV aberta para algumas cidades brasileiras – e será para o país todo nos próximos anos. O celular tem um receptor do sinal e uma pequena antena. Assim, é só sintonizar e se divertir. A conexão é gratuita. Nos celulares sem o receptor, é possível usar a internet para ver programas de TV disponíveis em sites, mas você precisa de um plano de dados. Algumas emissoras já colocam parte da programação ou a íntegra de atrações na internet.
Câmera + internet = álbum on-line

Depois de fazer muitas fotos, você pode enviá-las pela internet direto para seu álbum on-line. Assim é mais fácil compartilhar as imagens com amigos, por e-mail, em vez de mandar por mensagem multimídia. O tamanho e a resolução das fotos também podem ser maiores, o que facilita na hora de imprimir. Outra vantagem é organizar as fotos assim que são feitas, sem a necessidade de conectar o celular com um cabo para descarregar as imagens no computador. Alguns aparelhos conectam com o computador e o celular por bluetooth e também se sincronizam automaticamente.


Sites de relacionamento + localização = encontre os amigos

Sites de relacionamento são um sucesso em todo lugar. O principal no Brasil é o Orkut, mas o que mais cresce no mundo é o Facebook. Na tela do celular, essas redes se uniram à localização. Rafael Siqueira, do Apontador, e Frederico Hohagen, do Maplink, juntaram os dois principais sites de localização do país e lançaram o portal OndeEstou. Com ele, é possível habilitar funções de localização no celular, mesmo sem GPS, e encontrar amigos nos sites de relacionamento. Para isso, basta que os amigos também tenham o programa instalado no celular e as funções habilitadas. As informações de localização também podem ser atualizadas pelo computador. O OndeEstou é gratuito e independente de operadoras. Para funcionar no celular, é preciso ter conexão de internet banda larga. Para manter a privacidade, você determinará quem pode saber por onde você anda, de acordo com o CEP ou a rua, em níveis de permissão variados. O programa tem o serviço Me Avisa, que alerta quando um amigo está próximo. “Você pode convidar um amigo que está nas redondezas para almoçar ou tomar um café”, diz Rafael Siqueira. Além dos amigos, você poderá consultar informações sobre pontos turísticos, restaurantes, hotéis e escolher se deseja receber propagandas desses lugares.



ALGUÉM ESTÁ POR PERTO
Frederico Hohagen e Rafael Siqueira criaram o OndeEstou, um programa que puxa dados de sites de relacionamento para o celular e permite descobrir quais amigos estão perto de você


GPS + internet = localize-se

Vários celulares à venda no mercado já têm GPS, que permite monitorar sua posição por satélite. O que antes era mais comum em carros, hoje pode ser visto na tela do telefone. Era, inclusive, uma das queixas dos donos da primeira versão do iPhone. O novo aparelho tem GPS. Com esse serviço, além de traçar rotas e seguir pelos melhores caminhos, você pode usar a internet para localizar tudo o que quiser nas proximidades. Precisa de uma farmácia ou de um posto de gasolina? Ou, melhor ainda, que tal ir a um restaurante de comida japonesa? Pois você pode encontrar os mais próximos, ler críticas sobre eles em sites especializados e ligar para fazer uma reserva. Nem é preciso dar uma volta na internet para conseguir tudo isso. Aparelhos sem GPS também podem obter uma localização aproximada do lugar onde você está pela posição das antenas de celular mais próximas. Elas dão uma noção do local e você corrige manualmente se houver erro. O que não ocorre sem o GPS é a navegação, rua por rua, até seu ponto de destino.


Câmera + internet = TV ao vivo

Alguns dos novos celulares têm duas câmeras: uma na frente e outra atrás. Com a internet banda larga, as duas têm funções importantes. A de trás, com maior resolução, é usada para fotografar e filmar. A da frente é usada para videochamadas. Você conversa com a pessoa do outro lado mandando sua imagem, como faz em programas de mensagem instantânea no computador. Outro recurso interessante que essa câmera permite é a transmissão de imagens direto de seu celular para a internet, ao vivo. Pode ser um show, um fato que está acontecendo a seu lado, o banho de seu cachorro. Vale qualquer coisa. O principal site que permite essa transmissão de imagens para a web é o Kyte. Criado há pouco mais de um ano, faz sucesso principalmente nos Estados Unidos. Há duas semanas, o rapper 50 Cent usou o Kyte para transmitir direto do próprio celular um show que fazia em Nova York. O cantor Lenny Kravitz também costuma transmitir parte de seus shows. Além da transmissão ao vivo, é possível enviar um vídeo recém-gravado. Quem não quiser usar o celular pode mandar as imagens pela webcam do notebook ou de câmeras que conectam à internet sem fio. “O efeito viral desses vídeos é muito grande porque pelo Kyte qualquer um consegue distribuí-los”, afirma Daniel Graf, criador do Kyte.




AO VIVO PELO CELULAR
O americano Daniel Graf criou o site Kyte.tv, que permite transmitir vídeos direto do celular para a internet, ao vivo. Há duas semanas, o rapper 50 Cent transmitiu seu show direto do próprio celular


Bluetooth + internet = compras fáceis

Em vários lugares do mundo – também aqui no Brasil – é possível usar o celular para pagar compras no supermercado, passagens aéreas, a gasolina do carro ou bilhetes de metrô. Daqui algum tempo, qualquer um poderá pagar até o lanche no estádio de futebol, o táxi ou a pizza entregue em casa. Alguns modelos de negócio para compras com o celular estão em teste no país. Um deles usa a internet enquanto os outros precisam apenas de mensagens de texto. O mecanismo é simples: o chip carrega as informações do cliente, como o número do cartão de crédito. Algumas operadoras também trabalham com boleto bancário. No ano passado, as compras por celular movimentaram mais de US$ 10 bilhões no mundo. Além de pagar, você pode conseguir descontos. Com a conexão bluetooth de seu celular ligada enquanto você passeia pelo shopping, dá para receber promoções ou propagandas direto na tela – se você permitir, é claro!



Texto + internet = blogs para viagem

A única coisa que você escreve com seu celular são mensagens de texto? Se os teclados tradicionais não ajudam a redigir nada muito grande, os completos (chamados de Qwerty) facilitam o trabalho. No ano passado, os microblogs – blogs escritos com mensagens curtas de até 160 letras – viraram uma febre. O principal exemplo é o Twitter. A idéia básica é responder à questão “O que você está fazendo?”. As pessoas podem “segui-lo” e acompanhar cada passo seu. Quem preferir escrever mais pode colocar posts no próprio blog. Já são cerca de 75 milhões deles no mundo. Alguns aparelhos têm programas para facilitar esse trabalho. Os principais sites publicadores de blogs têm ferramentas para que você mande textos e fotos do celular para a web. Um dos programas criados para o iPhone permite adicionar sua localização geográfica ao postar no Twitter.



Isto pelo que podemos perceber ainda está longe de acabar, e se torna um amplo mercado à ser explorado, um mercado que , teoricamente, com baixos investimentos e muita criatividade pode-se fazer um bom dinheiro

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A empresa japonesa de telefonia E-MOBILE, veiculou em seu filme mais recente um comercial no qual um macaco, seu "garoto-propaganda" à algum tempo, faz um discurso apresentando a necessidade da mudança - "CHANGE".

A empresa que entrou no mercado de telefonia móvel recentemente, desde o ano de 2007, focou a necessidade dessa mudança.

O filme publicitário porém não agradou a comunidade negra residente no país, e muito provavelmente nos demais países também, pois no filme o "garoto-propaganda" interpreta o candidato norte-americano à presidência Barack Obama e seu slogan - "CHANGE"


Considerando algumas variáveis, apresentadas pela própria empresa, que demonstram que o MACACO no Japão é tido como um ser reverenciado e divino, faço o seguinte questionamento para o debate:

- Até que ponto o que é considerado uma ofensa em uma determinada cultura pode ser considerado ofensivo também em outra, e como nós, profissioais de marketing, podemos trabalhar com isto, exploraremos uma oportunidade em virtude da cultura local ou deixaremos de explora-la em virtude de outras variáveis?

- Até que ponto a empresa errou?! tendo em vista que era um comercial para o mercado interno (e ainda não possuo dados referentes à repercussão do episódio por lá) e por lembrar que este mesmo macaco sempre foi utilizado com grande aceitação e, em muitas oportunidades, imitando comportamentos humanos.

- O que fazer, se necessário, para reverter?

Segue o vídeo para apreciação e comentários de todos
http://www.youtube.com/watch?v=si-lSLv9b4E

Um mico e tanto?!

A empresa japonesa de telefonia E-MOBILE, veiculou em seu filme mais recente um comercial no qual um macaco, seu "garoto-propaganda" à algum tempo, faz um discurso apresentando a necessidade da mudança - "CHANGE".

A empresa que entrou no mercado de telefonia móvel recentemente, desde o ano de 2007, focou a necessidade dessa mudança.

O filme publicitário porém não agradou a comunidade negra residente no país, e muito provavelmente nos demais países também, pois no filme o "garoto-propaganda" interpreta o candidato norte-americano à presidência Barack Obama e seu slogan - "CHANGE"


Considerando algumas variáveis, apresentadas pela própria empresa, que demonstram que o MACACO no Japão é tido como um ser reverenciado e divino, faço o seguinte questionamento para o debate:

- Até que ponto o que é considerado uma ofensa em uma determinada cultura pode ser considerado ofensivo também em outra, e como nós, profissioais de marketing, podemos trabalhar com isto, exploraremos uma oportunidade em virtude da cultura local ou deixaremos de explora-la em virtude de outras variáveis?

- Até que ponto a empresa errou?! tendo em vista que era um comercial para o mercado interno (e ainda não possuo dados referentes à repercussão do episódio por lá) e por lembrar que este mesmo macaco sempre foi utilizado com grande aceitação e, em muitas oportunidades, imitando comportamentos humanos.

- O que fazer, se necessário, para reverter?

Segue o vídeo para apreciação e comentários de todos
http://www.youtube.com/watch?v=si-lSLv9b4E

segunda-feira, 23 de junho de 2008

AS 5 NOVAS REGRAS DO MARKETING

As 5 novas regras do Marketing
O marketing é uma parte arte, outra parte e uma última parte negócios. Porque é uma coisa subjetiva, há poucas regras rígidas e está sempre se modificando. Hoje apresento 5 novas regras para guiar a sua forma de indagar lhe impulsionar ao lucro sustentável. Tudo através de um investimento mínimo afim de evitar surpresas sórdidas no caminho.

1. A Regra “10/30/60”
Todos os guerrilheiros sabem que eles têm três mercados. O maior desses mercados e o que representa menor lucratividade e chama-se universo. Os guerrilheiros investem 10 por cento do orçamento de marketing para comunicar-se com o seu universo, para que esses clientes passem a integrar o segundo maior mercado, para assim aumentar a geração de lucros.

O segundo maior mercado é formado pelos prospects, esses faziam parte do universo e tiveram o seu perfil de cliente ajustado. A tarefa: investir 30 por cento do seu orçamento para conduzir essas pessoas para o seu terceiro mercado - o dos seus clientes, onde reside a fonte maior lucratividade.

Os guerrilheiros investem 60% do orçamento de marketing com os seus clientes, sabem que o custo para realizar uma nova venda para o cliente corresponde a 1/6 do custo de um novo cliente. Desta forma, o investimento em marketing produz mais vendas e mais lucros.


2. A Regra “1/10/100”
Agora que você sabe o valor de um clientes, não superestima a importância deles. Outros investimentos de marketing valem a pena até mesmo mais. Quando os guerrilheiros planejam o marketing, sabem onde o real poder reside e investem adequadamente.

Existe uma regra para adequar o investimento. Os guerrilheiros sabem que para $1 investido com seus clientes internos equivalem $10 com trade marketing e $100 com os seus clientes externos. Clientes são gloriosos e os parceiros comerciais muito úteis, mas nunca negligencie o poder do endomarketing.


3. A Regra do “terço”
Muitos donos de pequenas empresas estão começando a experimentar o marketing online. Os guerrilheiros já aprenderam a orçar o seu investimento online. Eles investem 1/3 em design, para ter uma aparência simples e atraente e fácil de ser achado.

Eles investem outro terço do orçamento online para atrair as pessoa e criar tráfego dentro site. O terço final do orçamento online é usado para torná-lo funcional e interativo.


4. A Regra das “duas vezes”
Eu odeio ter que lhe informar, mas embora o preço de tecnologia esteja caindo a cada dia que passa. Você terá que enfrentar a realidade, pois para manter-se competitivo terá que investir muito mais em tecnologia. A cada ano, novas tecnologias surgem e a empresa deve acompanhar esta evolução com duas modificações anuais em seu site.


5. A Regra da Regra
Você pode se considerar muito ocupado para a gestão de marketing. Pode ter seguido os passos de outros guerrilheiros e ter delegado a função de marketing a um guerrilheiro especializado. Ainda assim, eu penso que você deveria aprender com os melhores CEO’s dos Estados Unidos, que se envolvem profundamente no planejamento e execução dos planos de marketing e assumem responsabilidade completa por isto.

Enquanto você puder delegar a função, você não poderá delegar a paixão e a visão, enquanto fazem isto. A regra é: comande o processo e mantenha seus olhos em tudo que acontece. Siga esta regra e você nunca será conduzido para resultados desagradáveis ocasionados por uma estratégia de marketing inadequada com as metas da empresa.


Jay Conrad Levinson
Mercado Competitivo
15 Julho 2006
REF: Estratégia de Marketing

quinta-feira, 19 de junho de 2008

"O marketing é a manipulação de percepções" ?!

Boa tarde integrantes destes debates,

Venho aqui trazer uma colaboração e fomentar um debate que dentro de mim já existe.

Lendo continuamente "AS 22 CONSAGRADAS LEIS DO MARKETING" de Al Ries e Jack Trout, fico entrigado com a 4ª lei, a lei da percepção, tenho percebido que esta lei me parece realmente ser atualíssima.


"As pessoas apegam-se firmemente à crença de que a realidade é o mundo fora da mente
e que o indivíduo é uma partícula diminuta em uma espaçonave global. O contrário é que
é a verdade. A única “realidade” de que podemos ter certeza são nossas percepções. Se
o universo existe, existe dentro de nossa mente e da mente dos outros. Essa é a
realidade com a qual os programas de marketing têm de lidar.
É certo que pode haver oceanos, rios, metrópoles, cidades, árvores e casas lá fora, mas
não há nenhum jeito de conhecermos essas coisas, exceto por meio de nossas
percepções. O marketing é a manipulação dessas percepções."



Não quero me estender mais, gostaria que discutíssimos essas leis, que são tão didáticas na faculdade, mas e na realidade? São todas assim tão importantes...... e ser o melhor é somente uma opinião?

Mesmo assim, acho interessante a afirmação, até porque penso que o profissional de marketing, o bom, é aquele que pensa fora do quadrado, fora do ÓBVIO.


Vlw pessoal e vamos ver o quanto conseguimos agregar.Um abraço.